Precisão e metodologia
O SmartRS mostra de onde vem cada número. Esta página explica as fontes, as contas e os limites — as mesmas regras aplicadas em todos os dossiês e páginas de preço do m². Cada dossiê traz, além disso, a memória de cálculo do próprio imóvel, número a número.
Precisão medida
Cada regra do SmartRS é testada contra vendas reais antes de entrar no dossiê. Os testes estimam cada venda registrada como se ela fosse o imóvel avaliado, usando só as outras vendas e anúncios, e comparam o valor estimado com o preço de fato registrado. Alguns resultados:
- Casas pelo valor do terreno (Fortaleza): erro mediano de 17% a 19% em 4.096 vendas de casas; 74% das vendas reais ficaram dentro da faixa de negociação mostrada no dossiê (67% nas casas de proporção atípica, que têm faixa mais larga). No Papicu, o mesmo método errou 9%, contra 18% estimando pela área construída.
- Escritura × mercado (Fortaleza): medição prédio a prédio, repetida em duas rodadas (341 e 268 prédios) com os mesmos resultados, que mostrou quanto o valor declarado no ITBI fica abaixo do mercado conforme a idade do prédio e a forma de pagamento.
- Recife: calibração em 160 prédios e 1.807 anúncios; depois dela, o valor do ITBI ficou em linha com o mercado no mesmo prédio — confirmado na rodada de outubro, com 154 prédios.
- Porto Alegre: medição em 99 prédios e 1.144 anúncios antes de entrar no SmartRS: o valor do ITBI ficou em linha com o mercado no mesmo prédio, em todas as idades de prédio, e a área da escritura igual à dos anúncios — sem nenhum ajuste.
- Belo Horizonte: medição em 167 prédios e 2.706 anúncios antes de entrar no SmartRS: a base de cálculo do ITBI ficou em linha com o mercado no mesmo prédio, exceto nos prédios até 1989; a área da escritura é a construída com a parte comum, e o fator para a área útil depende mais do padrão de acabamento do que da idade.
Quando um teste mostra que uma regra erra mais do que outra, a regra muda — e esta página e a memória de cálculo dos dossiês mudam junto.
De onde vêm os números
Localização e entorno (mapa, Street View, comércio e serviços próximos, qualidade do ar) vêm do Google. A caminhabilidade e o índice vocacional contam os estabelecimentos na área que se alcança a pé em 15 minutos (Mapbox, seguindo as ruas). A caminhabilidade soma o que se usa no dia a dia (restaurante, café e padaria; mercado e comércio; farmácia e academia; escola; clínica e hospital; escritórios não entram) e compara esse total com uma grade de pontos espalhados pela mesma cidade, medidos do mesmo jeito: a nota de 0 a 100 é a parcela desses pontos que o endereço empata ou supera. Em cidades que ainda não têm essa grade, a nota sai de uma escala contínua pelo número de estabelecimentos, e o dossiê informa qual das duas foi usada. O índice vocacional mostra, para cada categoria (gastronomia, saúde, comércio, educação, corporativo), o número de estabelecimentos nessa área (cada consultório ou loja conta como um) e a densidade de 1 a 100: a posição desse número entre pontos da mesma cidade medidos do mesmo jeito. O número sai em qualquer cidade; a densidade precisa de pelo menos 30 pontos na base da cidade e, até lá, aparece em calibração. Esses números dizem quanto há de cada serviço perto do imóvel, não a fama ou a vocação do bairro. Para ilustrar, o texto da análise cita até 3 locais bem avaliados por categoria (nota 4,3 ou mais e pelo menos 50 avaliações no Google, a até 1 km), que não entram na contagem nem na densidade. Os textos do dossiê são redigidos com apoio de inteligência artificial, mas nenhum número de valor é calculado pela IA: estimativas, faixas, medianas e cap rate são calculados pelo sistema e inseridos depois do texto, para a IA não alterá-los. A única exceção é o painel de pesquisa web descrito abaixo, que não entra na estimativa.
Dados oficiais (ITBI e IPTU) hoje cobrem Fortaleza/CE, Recife/PE, Porto Alegre/RS e Belo Horizonte/MG. Em outras cidades o dossiê usa anúncios e pesquisa, sem a validação pelas escrituras. Quando a coleta não traz nenhum anúncio de venda, o painel de mercado mostra os valores da pesquisa web feita pela IA, marcados como “pesquisa web” e com as fontes listadas; esses valores não entram na estimativa de valor, que nesse caso não é calculada.
Os 3 preços de um imóvel
O mesmo imóvel tem três preços diferentes — e é normal que sejam diferentes:
Preço fechado registrado na prefeitura e reflete vendas passadas. Em Fortaleza é o valor declarado, que pode vir abaixo do real (subdeclaração); em Recife e Porto Alegre, o valor de avaliação da prefeitura, que ficou em linha com o mercado. No dossiê, é a mediana das vendas da mesma planta no prédio (as recentes, quando há várias no último ano), quando há; se as da planta são todas antigas, as vendas recentes do prédio ajustadas pela área; senão, a do prédio; senão, a do entorno.
Preço pedido, antes da negociação. Os portais mostram primeiro prédios novos e lançamentos, o que puxa a média para cima. No dossiê, é a mediana dos anúncios do próprio prédio, quando há; senão, a dos anúncios parecidos usados na estimativa; sem eles, a de toda a coleta.
Cruza as escrituras do prédio e do entorno com os anúncios mais parecidos e o cadastro oficial, com desconto de negociação.
Por isso o preço do m² nas nossas páginas de bairro (escrituras) fica abaixo do que você vê nos portais e em ferramentas que usam anúncios. Cada dossiê mostra os três números lado a lado, com a memória de cálculo de cada um. Quanto a escritura fica abaixo do mercado? Medimos prédio a prédio em Fortaleza: Escritura × mercado.
Como o dossiê estima o valor
É o método comparativo (comparar com imóveis parecidos), em seis passos:
- Identificação no cadastro (match fiscal). O endereço é casado com o IPTU para achar o lote, as plantas oficiais do prédio (área privativa) e o perfil — ano e padrão de construção. O dossiê informa se o match é alto, médio ou se o imóvel não foi encontrado. Quando o cadastro não tem número de porta, o lote pode ser localizado pela coordenada, sempre com aviso e confirmação na ficha.
- Coleta de anúncios. Na rua do imóvel e, quando há poucos, também no bairro. Coletas recentes da mesma rua e tipo são reaproveitadas por alguns dias. Se a coleta do dia falha (portal fora do ar ou limite do serviço de coleta), o dossiê usa a última coleta da mesma rua ou os anúncios do mesmo bairro e tipo já coletados pelo SmartRS nos últimos meses — sempre com aviso no dossiê, a data dos anúncios e a confiança um nível abaixo. Sem nenhum dos dois, o dossiê sai sem estimativa. Dossiê sem estimativa de valor, por qualquer motivo, não consome crédito.
- Limpeza. Saem anúncios repetidos (o mesmo imóvel em mais de um portal ou com outro código), preços incompatíveis com venda (prováveis aluguéis ou erros de digitação) e valores extremos, por critérios estatísticos — com amostra pequena, o anúncio fora do padrão fica sinalizado em vez de excluído. Os anúncios do próprio prédio passam por essa limpeza à parte, para não serem descartados quando o prédio vale mais (ou menos) que a rua. Na análise de um anúncio, ele fica fora dos comparáveis (usá-lo seria circular), assim como as repetições dele.
- Semelhança. Primeiro o tipo: casa com casas, apartamento com apartamentos e loja, sala ou galpão só com imóveis comerciais — para esses, quando a coleta traz poucos anúncios comerciais, entram também os do mesmo bairro já coletados pelo SmartRS nos últimos 90 dias, informados na memória de cálculo. Loja e casa no mesmo lote, sem prédio, são avaliadas juntas, como um imóvel só: pela área construída somada do cadastro do IPTU, comparadas com imóveis comerciais fora de prédio (sem salas, lojas de galeria ou shopping) e com as escrituras de imóveis comerciais em lote próprio. Dentro do tipo, os comparáveis são escolhidos por quartos, vagas e área; se faltar amostra, os critérios são relaxados em etapas, sempre informado. Anúncios de prédios com o mesmo perfil no cadastro do IPTU (idade e padrão construtivo parecidos) pesam mais. Os anúncios do próprio condomínio vêm primeiro, identificados pelo nome, pelo endereço ou pela localização — quando o nome do condomínio é o nome do bairro, ele não identifica nada, e valem o endereço e a proximidade. Coberturas e gardens são comparados com outras coberturas e gardens, e as plantas padrão com apartamentos padrão (só sem nenhum apartamento padrão comparável, em qualquer perfil, a planta padrão é comparada com todas as unidades) — quando a ficha tem cobertura, a coleta busca também as coberturas à venda do bairro e, se o portal bloquear essa busca, usa as coberturas do bairro já coletadas pelo SmartRS nos últimos 90 dias, informado na memória de cálculo. Sem coberturas comparáveis de prédios parecidos, a estimativa deriva do R$/m² da planta padrão do mesmo prédio (da ficha ou, se só a cobertura foi marcada, do cadastro do IPTU); nessa derivação, uma venda registrada da própria cobertura já entra no cálculo, porque é a única observação direta do que a cobertura vale a mais. Em casas não há essa separação: uma casa marcada como duplex ou cobertura é comparada com as casas da amostra, com aviso na memória de cálculo.
- Homogeneização. Cada anúncio vira um R$/m² comparável: desconto de negociação de 10% sobre o preço pedido e ajuste pela diferença de área — imóveis maiores costumam ter R$/m² menor.
- Vendas registradas. As vendas do próprio prédio (ITBI, corrigidas pelo IVG-R) têm prioridade sobre as do entorno e entram na conta junto com os anúncios — com mais peso quando há várias vendas da mesma planta, porque são preço fechado. Em Fortaleza, a venda sem financiamento é levada ao nível da financiada pelo SFH, que passa pela avaliação do banco (medição em 276 prédios, comparando as duas formas dentro do mesmo prédio); em Recife e Porto Alegre não há esse ajuste (veja Recife e Porto Alegre). Os cards de escritura mostram sempre o valor registrado. Quando a planta tem várias vendas no último ano, só as recentes entram — as antigas (em prédio novo, muitas vezes as da construtora no lançamento) ficam de fora, para o valor refletir o mercado atual. Quando todas as vendas da planta são antigas e o prédio tem várias vendas no último ano, de outras plantas, entram essas vendas recentes, ajustadas pela área. Quando a planta tem várias vendas e os anúncios comparáveis ficam muito abaixo delas, os anúncios são de outro perfil e ficam só como referência, com confiança média: no lugar deles entram os anúncios de venda do próprio prédio, quando há; sem eles, o valor sai só das vendas da planta. Com vendas suficientes da planta e sem anúncios comparáveis, a estimativa sai só das vendas do prédio. Com pouquíssimos anúncios comparáveis, as vendas do prédio pesam mais que eles; se um desses anúncios é do próprio prédio, só ele entra — um anúncio de outro prédio pesaria tanto quanto o do prédio. Casa em condomínio horizontal é casa: compara com casas, e as vendas registradas do próprio condomínio entram na conta junto com os anúncios, cada uma ajustada ao tamanho da casa; com uma só venda, ela fica como referência na memória de cálculo. Casas antigas são avaliadas pelo valor do terreno, com as vendas de casas do mesmo padrão e idade, ajustadas pela localização de cada bairro; sem anúncios de casas parecidas, a casa sai só pelo terreno quando a amostra é do entorno do imóvel ou de bairros de valor parecido. Veja Escritura × mercado.
- Vendas do entorno. Sem vendas suficientes no prédio, entram as vendas de apartamentos do mesmo padrão e idade nas proximidades; com poucos anúncios de prédio de perfil conhecido, a estimativa sai só delas. Se o valor pelo entorno ficar muito longe das vendas do próprio prédio, o entorno não representa aquele prédio e sai do cálculo.
- Aluguel estimado. Cada planta recebe também uma estimativa do aluguel mensal, pelo mesmo método comparativo aplicado aos anúncios de locação coletados: mesma limpeza, mesmo perfil do prédio pelo cadastro, mesmas camadas de proximidade e o mesmo ajuste pela área, sem desconto de negociação (é o aluguel pedido). O aluguel tem regras próprias, medidas em centenas de plantas e conferidas em dez endereços antes de valer: anúncios com o mesmo número de quartos vêm primeiro, porque no aluguel a unidade menor tem R$/m² bem maior; quando já há amostra de tamanho parecido, ela não é misturada com unidades bem menores ou maiores; o anúncio de aluguel do próprio prédio pesa mais, salvo quando destoa dos demais; flats, aluguel de temporada e imóveis mobiliados ficam fora, inclusive os prédios de flats; cobertura sem aluguel de cobertura comparável fica sem aluguel estimado. É o aluguel da unidade como está no cadastro, sem móveis. O grau de confiança segue a mesma escada da venda, e a memória de cálculo lista os anúncios usados e os excluídos.
O resultado é o valor central de cada planta, com a faixa em volta: o intervalo de confiança de 80% da amostra e o campo de arbítrio de ±15% (em casas avaliadas pelo terreno, ±30%, ou ±35% quando a proporção entre lote e área construída foge do típico). Cada dossiê mostra, planta a planta, os anúncios e vendas usados, os excluídos e o motivo.
Análise de um anúncio. Aceita links do VivaReal, do ZAP Imóveis e do OLX. No OLX, o SmartRS procura o próprio anúncio no portal (pelo texto do link, conferindo o código) para preencher preço, área, quartos e vagas; a área vem da descrição quando ela é mais precisa que o campo do portal. O que não vier é digitado, e tudo é conferido antes de gerar. Se o corretor corrige o preço ou a área lidos do anúncio, o dossiê mostra os dois valores: o veredito usa o informado, e uma segunda linha compara o anúncio como está no portal. O anúncio analisado não entra entre os comparáveis, nem as repetições dele em outros portais. O preço pedido é comparado com o valor estimado da planta e, quando há, com o que pedem outros anúncios da mesma planta no próprio prédio. Se a estimativa da planta tem confiança baixa, o veredito avisa: o percentual vale como ordem de grandeza. Quando as vendas do prédio no ITBI e os anúncios comparáveis ficam muito distantes, o dossiê não dá um veredito único: mostra o anúncio contra as três referências (vendas do prédio, estimativa SmartRS e anúncios comparáveis). O valor declarado na escritura pode ficar abaixo do preço negociado — medimos essa diferença prédio a prédio em Fortaleza, Recife e Porto Alegre.
Recife: área e valor do ITBI
O ITBI de Recife não tem a mesma natureza do de Fortaleza, e por isso foi calibrado antes de entrar no SmartRS (outubro de 2026): comparamos, no mesmo prédio, os anúncios de venda com as vendas registradas no ITBI nos últimos 36 meses — 160 prédios, 1.807 anúncios.
- Área. O ITBI de Recife traz só a área construída da unidade, com a parte das áreas comuns (garagem, lazer, circulação) — bem maior que a área útil dos anúncios, e mais ainda nos prédios novos. Para chegar à área útil, usamos a área da própria unidade no cadastro do IPTU, quando ela é a da unidade; sem ela, um fator medido no próprio prédio com os anúncios dele na base do SmartRS (recalculado todo mês); e, sem anúncios, um fator pela idade do prédio, calibrado nessa medição. Cada dossiê mostra qual caminho foi usado.
- Valor. Recife publica o valor de avaliação da prefeitura, não o valor declarado pelas partes. Na área útil, ele ficou em linha com o mercado no mesmo prédio — por isso não há ajuste de financiamento. Nos prédios mais antigos, em que o valor ficou abaixo do mercado, as vendas recebem um ajuste.
- Páginas de preço do m². Em Recife, o R$/m² é o valor de avaliação ÷ área útil (apartamentos) ou área construída (casas), com as mesmas regras do índice por bairro de Fortaleza. Não há o filtro de valor abaixo do venal, porque a prefeitura não publica o valor venal da unidade vendida.
Porto Alegre: área e valor do ITBI
Antes de entrar no SmartRS (outubro de 2026), o ITBI de Porto Alegre passou pela mesma medição de Recife: anúncios de venda × vendas registradas no mesmo prédio nos últimos 36 meses — 99 prédios, 1.144 anúncios.
- Área. O ITBI de Porto Alegre traz a área privativa da escritura, a mesma natureza da área dos anúncios — e ficou igual a ela no mesmo prédio. Não há ajuste de área.
- Valor. Porto Alegre publica o valor de avaliação da prefeitura (base de cálculo do imposto), não o declarado pelas partes. Ficou em linha com o mercado no mesmo prédio, em todas as idades de prédio — as vendas entram sem ajuste. Só entram guias pagas e transmissões do imóvel inteiro; quando a vaga de garagem foi paga em guia separada, no mesmo dia e prédio, o valor dela é somado ao do apartamento.
- Cadastro. O IPTU de Porto Alegre não traz a área privativa, o ano nem o padrão de acabamento. A área privativa de cada unidade vem da escritura da própria unidade ou de outra da mesma planta no prédio; sem vendas no prédio, é estimada pela área construída. O ano do prédio vem das escrituras, e a comparação com o entorno e com os anúncios é feita pela idade do prédio, sem o padrão.
- Localização. As escrituras e o cadastro não trazem coordenada: cada prédio é localizado pela numeração do trecho de rua nos eixos de logradouros da prefeitura.
Belo Horizonte: área e valor do ITBI
Antes de entrar no SmartRS (outubro de 2026), o ITBI de Belo Horizonte passou pela mesma medição: anúncios de venda × vendas registradas no mesmo prédio nos últimos 36 meses — 167 prédios, 2.706 anúncios.
- Valor. Belo Horizonte publica o valor declarado pelas partes e a base de cálculo avaliada pela prefeitura. O SmartRS usa a base de cálculo, que ficou em linha com o mercado no mesmo prédio; só nos prédios construídos até 1989 ficou um pouco abaixo, e essas vendas são ajustadas no cálculo. O arquivo não informa financiamento, então não há ajuste por forma de pagamento.
- Área. A escritura e o cadastro do IPTU trazem a área construída da unidade, com a parte das áreas comuns — a mesma nos dois, maior que a área dos anúncios. A área útil é estimada: pelo fator do próprio prédio, quando há anúncios dele na base do SmartRS, ou pelo fator do padrão de acabamento e da idade do prédio, medido contra os anúncios. O fator depende mais do padrão do que da idade: prédios de padrão alto, com garagem e lazer, têm mais área comum que prédios populares.
- Cadastro. O cadastro do IPTU de Belo Horizonte traz todas as unidades de cada lote, com área construída, padrão e fração ideal, mas não o ano de construção nem o número do apartamento. O ano do prédio vem das escrituras; cada venda é ligada ao lote pelo endereço e à planta pela fração ideal.
- Localização. Cada prédio é localizado pelo centro do seu lote no cadastro; sem lote, pelo ponto do número na base de endereços da prefeitura.
Grau de confiança
Cada planta recebe alta, média ou baixa, com o motivo escrito no dossiê:
- Alta: várias vendas da própria planta no prédio somadas a anúncios comparáveis, ou muitos anúncios do mesmo prédio ou de prédios do mesmo perfil, com pouca dispersão.
- Média: o valor se apoia numa fonte só ou em amostra menor — só as vendas do prédio, poucas vendas da planta, vendas do entorno com poucos anúncios parecidos, ou planta estimada a partir de outra planta do prédio.
- Baixa: amostra mínima ou muito dispersa, ou casa avaliada só pelo terreno, sem anúncios de casas comparáveis para conferir.
Cada fator de risco desce um nível: anúncios muito dispersos ou muito longe das vendas do entorno, valor sensível a um anúncio extremo, área sugerida por IA e não conferida, área informada na ficha fora das unidades que o cadastro do IPTU registra no endereço (pode ser ampliação não averbada — o dossiê avisa e pede a matrícula; onde o cadastro estima a área útil a partir da construída, como em Recife e Belo Horizonte, uma área entre as duas é plausível e não baixa o nível), venda do próprio prédio distante da estimativa, anúncios de uma coleta anterior já com algumas semanas (uma coleta recente substituta não baixa o nível: o preço pedido quase não muda nesse prazo, e o dossiê avisa de todo modo).
Bairros e situações conhecidas por distorcer o preço (como casas na região mais verticalizada do Meireles e da Aldeota) recebem aviso específico.
Aluguel e cap rate
O cap rate bruto é o aluguel anual ÷ preço de venda, em R$/m², sobre preços de anúncio. O lado do aluguel é o aluguel estimado da planta de referência do dossiê (veja como o dossiê estima o valor): o mesmo número que aparece na tabela de plantas e no painel de mercado, porque o dossiê não mostra dois aluguéis para o mesmo imóvel. O lado da venda sai do grupo mais parecido com o imóvel que tiver amostra, sempre com área parecida com a da planta: mesmo prédio (quando o aluguel da planta veio de anúncios do próprio prédio e o prédio não tem anúncios de venda suficientes, a venda vem das vendas registradas no ITBI do próprio prédio, na mesma faixa de área e corrigidas — em Recife e Porto Alegre, onde o ITBI é a avaliação da prefeitura) → mesmo perfil no IPTU → perfil ampliado → proximidade (mesma rua ou vizinhança) → todos os anúncios. Usamos medianas, e os anúncios do próprio prédio passam pela limpeza de extremos à parte, para não serem descartados quando o prédio vale mais (ou menos) que a rua. Cap rate observado fora da faixa plausível não é usado — em geral é venda de imóveis de outro porte; a memória de cálculo mostra o número descartado. Quando a planta não tem aluguel estimado, ou o observado foi descartado, o dossiê usa o cap rate observado em outros dossiês da região ou, em último caso, uma premissa por tipo de imóvel — sempre identificado como estimado.
Índice de preço do m² por bairro
As páginas de preço do m² por bairro (Fortaleza, Recife e Porto Alegre) usam só as escrituras (ITBI):
- Valor de referência e ranking: mediana do R$/m² dos últimos 12 meses, comparando cada venda com vendas da cidade de prédios da mesma idade (um bairro não parece mais caro só por ter prédios novos), corrigida pelo IVG-R.
- Variação: cada venda comparada com vendas da cidade de mesma idade e padrão, em valores nominais (base 100). Só dizemos que um bairro subiu mais ou menos que a cidade quando a diferença passa da margem de erro (95% de confiança).
- Amostra: limite de vendas por prédio (para um lançamento não distorcer o bairro); página própria com 30 ou mais vendas em 12 meses.
- Idade das vendas: a página do bairro mostra quantas das vendas de apartamentos dos últimos 12 meses (todas, sem o limite por prédio) foram de prédios de até 10 anos, ao lado da cidade. Bairro de muitos lançamentos tende a aparecer abaixo dos portais, que anunciam sobretudo prédios novos, porque o valor de referência compara prédios da mesma idade.
- Filtros: só compra e venda residencial; sem programa habitacional, transmissões atípicas, valores abaixo de R$ 10 mil ou abaixo de 95% do valor venal.
Páginas de prédio e de rua
Prédios com 3 ou mais vendas de apartamento em 36 meses e ruas com 5 ou mais têm página própria. Para proteger os dados de cada venda, essas páginas mostram só números agregados: a faixa do R$/m² (mediana ± 5%, arredondada a R$ 500), o número de vendas, o mês da última venda (sem o valor) e a posição frente ao bairro e à cidade (de 5 em 5 pontos, só com 20 ou mais vendas de referência). A venda a venda, o valor de cada planta e a mediana exata ficam no dossiê.
Atualização dos dados
- ITBI: recarregado todo mês (dia 5). A prefeitura publica as vendas com alguns meses de atraso — cada página informa até quando vão os dados.
- IPTU de Recife e de Porto Alegre: recarregado uma vez por ano, quando a prefeitura publica o cadastro do novo exercício.Cadastro de Belo Horizonte: publicado todo mês pela prefeitura e recarregado junto com o ITBI.
- Índice por bairro e páginas de prédio/rua: recalculados todo mês, logo depois do ITBI.
- Anúncios: coletados ao vivo quando o dossiê é gerado (ou atualizado), reaproveitados por até 15 dias na mesma rua e tipo. Quando a coleta falha, a base de anúncios do SmartRS (últimos 90 dias, mesmo bairro e tipo) entra no lugar, com aviso. A seção “Base deste dossiê”, no resumo, mostra de quando são os anúncios usados.
- IVG-R: atualizado conforme a publicação do Banco Central.
Limites — o que o SmartRS não é
- Não é laudo de avaliação (PTAM ou NBR 14653) nem substitui vistoria: as estimativas são estatísticas, de caráter informativo, sem visita ao imóvel. Estado de conservação, reforma, vista, andar e mobília não são vistos.
- Em Fortaleza, o valor declarado no ITBI pode estar abaixo do valor real; em Recife, a área útil de parte das vendas é estimada; em Porto Alegre, a área privativa das unidades sem escritura no prédio é estimada, e a prefeitura publica as vendas com alguns meses de atraso; em Belo Horizonte, a área útil de todas as vendas e unidades é estimada a partir da área construída. Anúncios são preço pedido, não preço fechado.
- Quartos, suítes e vagas da ficha vêm de pesquisa por IA e podem conter erros — por isso pedimos a conferência antes de gerar.
- Vagas de garagem do cadastro do IPTU não são confiáveis e não são usadas.
- Quando a amostra é pequena, o dossiê diz isso e a confiança cai — preferimos mostrar uma faixa larga a um número falso.
Privacidade (LGPD)
Não guardamos nem mostramos nome de comprador, vendedor ou anunciante. Os dados do ITBI e do IPTU são dados abertos da prefeitura, sem identificação de pessoas. Nas páginas públicas, só números agregados. Detalhes em Política de Privacidade.
Correções e curadoria
Cadastros públicos têm erros: endereço trocado, prédio sem número, área digitada errada, bairro diferente entre o portal e a prefeitura. Por isso:
- Em toda página de preço há o botão “Reportar dado”. Cada reporte vira uma tarefa de revisão da equipe.
- No dossiê, você confere e corrige as plantas antes de gerar, e pode escolher o registro certo do IPTU quando há mais de um.
- Os textos dos bairros são escritos com apoio de IA a partir dos números do índice; a primeira versão de cada um é revisada pela equipe, e nos meses seguintes os que trazem algum alerta voltam para revisão.
Dúvidas sobre um número? Fale com a gente.
Veja a metodologia aplicada a um imóvel real
Cada dossiê traz a memória de cálculo completa, número a número.